quarta-feira, 2 de Abril de 2014

Lumentype


Num acetato imprimi, invertido, um desenho de Dali.

Coloquei então ao Sol, durante 20 minutos, a imagem obtida sobre uma folha de brometo de prata.

No fim fixei.

PINHOLE DAY - AÇORES - 1.ª FASE



Já estão abertas as inscrições.

Vamos fotografar a Ilha terceira com máquinas pinhole e divulgar em:

http://www.pinholeday.org/events/?event=2820

Qualquer contacto pode e deve ser feito para o mail pedrohorta@yahoo.com.


Nesta primeira fase vamos começar com a construção da Câmara Escura.
(Até dia 20 de Abril)


1. Devem escolher uma caixa, lata ou outro objecto que possa ser completamente isolado da luz exterior. Quando digo isolado, refiro-me a toda e qualquer luz. Se olharem para o seu interior não devem conseguir ver nada.

2. Por outro lado deve o objecto escolhido permitir a colocação de tampa ou de abertura, para que se possa colocar lá dentro o papel fotográfico.

3. Objectos usados vão desde latas de leite de criança a caixas de sapato passando por caixas de fósforos...pode-se igualmente usar salas e caravanas como máquinas pinhole....a imaginação é o limite.

4. O interior do objecto deve ser preto. Para tal pode-se usar tinta preta mate ou cartolina preta. No entanto se não tiverem podem simplesmente escolher um objecto que isole perfeitamente o interior da luz exterior

5. Escolham e se tiverem duvidas digam.

(Se não conseguirem encontrar nada digam-me que eu tenho aqui umas latas a mais.....)

terça-feira, 11 de Março de 2014

WORKSHOP DE FOTOGRAFIA PINHOLE



No Museu de Angra do Heroísmo.



Inscrições pelos:

Telefone Geral 295 240 800
Secretariado 295 240 80
Fax 295 240 817/295 240 818  



Vem aprender a fazer fotografias com máquinas construidas com caixas de cartão.

Aprenderás igualmente a revelar fotografias com café!


Aparece!




quarta-feira, 5 de Março de 2014

Tudo é Amor

Por vezes o Grande Arquitecto manifesta-se de forma compreensível.

Já o li em textos simples,
Já o vi em monumentos perfeitos,
Já o ouvi na Retorica e na Logica.

Desta vez mostrou-se na forma de um desenho em lápis de carvão pela mão de uma criança,

Como que lembrando que o Universo é AMOR.

quarta-feira, 5 de Fevereiro de 2014

#Pinhole Revisitada / #Pinhole Revisited


Roupa ao Vento.

Fotografia pinhole sobre filme colorido.
Exposição de 15 segs.
Évora, Verão de 2010


Cloth to the Wind. 

Pinhole photography on color film. 
Exposure time 15 s. 
Evora, Summer 2010

terça-feira, 4 de Fevereiro de 2014

Uma tarde diferente.....

Fotografia Pinhole por elementos do presente Workshop
Papel Fotográfico Agfa
Revelador: Café com Detergente da Roupa.
Máquina Pinhole @64segs - EV 12




Para além do que aqui se vai experimentando e divulgando em torno da Luz sempre que possível deixo o digital e o distante e procuro o real e próximo.


Nesses dias Nada levo.
Apenas uma lata vazia, um alfinete, café, detergente da roupa e um papel impregnado com os velhos sais lunares.


mas,
como que por magia,
trago muito.
O tanto quanto ficou.





Daqui a uns dias darei conta desta ultima actividade.







domingo, 26 de Janeiro de 2014

Workshop



A convite da Santa Casa da Misericórdia da Praia da Vitória - Núcleo de Prevenção da Violência Doméstica, lá levarei as latas, papeis, tesouras, colas, quebrantos e quejandos em uso no ensino da fotografia pinhole.

Com muito gosto.

quinta-feira, 12 de Dezembro de 2013

...mesmo na obscuridade mais profunda....






Partindo de algo que não se extingue, porque latente em tudo o que existe,


houve alguém que quis que se partilhasse com a sala....


musica, palavra, luz todas dançaram naquele canto. Perfeito.



Acredito que,

Tudo já existe. Fisicamente ou não,

Algures, num qualquer canto do tempo aquilo que será

já se encontra, desde sempre, embrionário.

Até que um dia decide nascer,

Então,

Há uma altura que se começa por revelar na nossa mente

Alí se implanta e não desaparece,

Como uma comichão que nos impele a coçar.

Como uma moínha....


Se aquilo passa, morre.

Se não passa, torna-se inevitável que nasça.

Eis então que a Vontade se manifesta.

E tudo acontece.


Estranhos os caminhos da luz



Consumatum est.

segunda-feira, 2 de Dezembro de 2013




Andei na Escola Primária e só pagava os livros escolares mas havia meninos e meninas que não os pagavam...chamava-se a isso Ensino Gratuito.

Andei no Ciclo e no Liceu e só pagava os livros escolares mas havia meninos e meninas que não os pagavam...chamava-se a isso Ensino Gratuito.

Andei na Universidade e só pagava os manuais escolares, e como não podia pagar alojamento, era-me oferecido e recebia uma pequena bolsa....chamava-se a isso Ensino Gratuito.



Mais tarde aprendi que há funções e serviços que não dão lucro e nem podem dar...mas que, por serem de natureza essencial são assegurados pela Sociedade....Educação, Defesa, Segurança, Saúde....

Pelo que, compreendi nessa altura porque é que só pagava os livros (e mesmo assim, não cabe aqui conversa mais alongada sobre o negócio dos manuais escolares, relação preço produção/venda, qualidade, volume, etc, etc, etc....)....



No entanto, de há uns tempos para cá a minha filha chega a casa e diz:

Pai....a professora diz que não há dinheiro para os marcadores para escrever no quadro, por isso cada menino deve trazer o seu de casa...

Pai....a professora diz que o plano de leitura obriga a que cada aluno leia uma obra por período... mas não há dinheiro para as fotocópias....todos os meninos têm que dar 30 cêntimos....

Pai...tens que mandar uma resma para a escola que não há folhas....


Felizmente, para mim, os marcadores e trinta cêntimos não me tiram o pão da mesa...mas tira-me a paciência para continuar a assistir aos passos de gigante do fim do Ensino Gratuito e Universal....


.



terça-feira, 19 de Novembro de 2013

Temos que caminhar juntos.

Fotografia de Miguel Bettencourt, aquando da visita do Jorge Serafim à Hora do Conto especial de Teatro do Núcleo de Prevenção da Violência Doméstica da SCMPV



Não conseguiria ilustrar melhor, nem mesmo em pensamento...

Se queremos uma sociedade mais esclarecida, livre, justa, fraterna teremos de compreender a importância da leitura, do livro, do teatro...pois só assim teremos pessoas que irão ler, querer aprender, discutir o que parece óbvio, que questionarão.....

E para lançar essas sementes todos somos necessários:

- Pais, Educadores, Contadores, Instituições, Governo, Juntas, Bibliotecas....


Unidos em torno destes cidadãos em ponto pequeno....






Proposta Formativa 2013/2014

































quinta-feira, 7 de Novembro de 2013

Parecem bandos de pardais à solta...

Hora do Conto no Clube de Oficiais - Projecto de promoção da Leitura e do Livro.  Sessão de Ricardo Ávila.



Uma bola de pano, num charco
Um sorriso traquina, um chuto
Na ladeira a correr, um arco
O céu no olhar, dum puto.

Uma fisga que atira a esperança
Um pardal de calções, astuto
E a força de ser criança
Contra a força dum chui, que é bruto.

Parecem bandos de pardais à solta
Os putos, os putos
São como índios, capitães da malta
Os putos, os putos
Mas quando a tarde cai
Vai-se a revolta
Sentam-se ao colo do pai
É a ternura que volta
E ouvem-no a falar do homem novo
São os putos deste povo
A aprenderem a ser homens.

As caricas brilhando na mão
A vontade que salta ao eixo
Um puto que diz que não
Se a porrada vier não deixo

Um berlinde abafado na escola
Um pião na algibeira sem cor
Um puto que pede esmola
Porque a fome lhe abafa a dor.

                     José Carlos Ary dos Santos



quarta-feira, 6 de Novembro de 2013

A Ilha de Arlequim


Realização: José (Zeca) Medeiros, duração 86 minutos, Estéreo, Cor. Idioma: Português, Legendas em Inglês e Italiano



Ontem recebi amável convite para ir assistir à exibição do filme " A Ilha de Arlequim" no Auditório do Ramo Grande, aqui bem perto na Praia da Vitória.

Não poderia deixar de a ele aceder, por dois motivos:

Fora feito por uma das intervenientes, minha amiga de longa data, vizinha da longínqua Grândola e que  agora partilha comigo a Insularidade Atlântica. (Omito o nome porque não sei se ela quer ser identificada como minha amiga de longa data.)

Depois, era a oportunidade de conhecer o Zeca Medeiros, quer visionando uma sua obra, quer pela troca de breves palavras que decerto ocorreriam...

E assim foi. Adentrei-me na noite de chuva e vento...deixando o conforto de casa.

Quando chego o filme já havia começado...

Foi fácil encontrar um bom lugar, numa escura e vazia sala que contudo era preenchida com a projecção e o ambiente cinéfilo.

Faltava(-me) apenas o fumo dos cigarros e o som da velha máquina de projecção.

Sentei-me. Confortavelmente. Com as pernas para o corredor.

De inicio, (reconhecendo aqui a minha ignorância nestas coisas dos filmes), antevejo um documentário sobre um qualquer barco que havia dado à costa numa das ilhas....Mantenho-me curioso...


...pouco a pouco, apercebo-me da sua magia à medida que as peças se vão juntando....


Zeca Medeiros, partindo de um infortúnio, vai unindo pedaços de acontecimentos caóticos mas conexos, construindo uma estória que nos transporta para uma reflexão, contemplativa e racional, sobre a nossa própria existência.


Lembro-me (porque nestas coisas gosto de comparar o complexo com o simples) dos livros para crianças que tinham apenas pequenos pontos para unir, descobrindo-se no final um desenho. 

...neles os pontos estavam numerados, pelo que a imagem seria sempre a mesma. Antevia-se...mas...na vida... não é assim. 

Como se diz a certa altura no filme: O Sonho? Acaso? é o Maior Arquitecto do Mundo.


Pois foi assim, como que repetindo os gestos das crianças com os seus lápis,  que Zeca Medeiros e os seus amigos, unindo factos/pontos isolados como:

...Um barco encalha na Praia do Norte...Um contentor de um teatro de Milão dá à costa...No seu interior adereços do Arlequim...A peça a ilha dos Escravos em que Arlequim naufraga numa ilha... O Teatro de Giz



Pegou neles,
adormecidos e 
colocou-os por ordem, 
deu-lhes um espaço e animou-os de tempo,
qual ritual,
re-ligando-os.
acordando-os...


Mas como qualquer ritual, qualquer simbolo, o ensinamento que ele encerra será diferente em/para cada um de nós.

...isto porque os elementos são recolocados na nossa ordem ...porque a eles nos juntamos, nos re-ligamos....



Convido-vos a procurá-lo e a reescreve-lo com o vosso próprio Ser.












quarta-feira, 30 de Outubro de 2013

Fingir com tanto amor



Foto de Miguel Bettencourt, ao Ricardo Ávila, re-interpretada com a sua autorização.




Já andei por muito lado. 
...conduzindo nas planícies do Alentejo com 40 graus à sombra, sedento.
...fugindo nas ruas do país Basco, cantando de noite, embriagado,
...conduzido nas estradas que vão dar a Paris, iniciado.
...cruzando o oceano, esperando renascer.
...transpondo os portões de Struthof, assustado, com um regressso.
...escondendo-me, nas esquinas de ChinaTown Londrina, abismado.
...perdido nos corredores de um parlamento, en(o)joado.
...sozinho comigo mesmo, adormecido.


Já falei com muita gente.
...canalhas que vender(i)m Cristo.
...poderosos que (nos) vendem.
...anjos perdidos,
...amigos que, sem reparar, sempre estiveram
...mulheres, que se esqueceram de o ser,
...irmãos que o são.
...irmãos que o não são.


Mas nunca vi um mimo fingir com tanto amor.





Lilliput e Blefuscu


 Oh! fez ele, admirado. 

                  Assustaram-se os homenzinhos e saltaram de cima dele para o chão; tudo foi tão rápido que alguns deles, jogaram-se de qualquer maneira e até quebraram a perna. 

                  - Que gentinha estranha! dizia para si mesmo Guliver, enquanto, com grande esforço, rompia as cordas que lhe prendiam o braço esquerdo. 

Foi então que compreendeu o que estava acontecendo...


Gulliver, contacta dois povos, insulares, separados por um estreito canal. De um lado Lilliput e do outro Blefuscu.

Enquanto que os primeiros foram traiçoeiros os segundos foram honestos.

Se bem que Jonathan Swift tenha eventualmente querido simbolicamente falar da França e da Inglaterra, talvez esta história nos remeta para a nossa própria consciência.

Enquanto indivíduos somos ilhas, rodeados do outro, não-eu e deste separado pelo mar, que é espaço.fronteira.


Cabe-nos  a nós escolher qual o lado do canal que queremos habitar.






segunda-feira, 21 de Outubro de 2013

Sem titulo.

@Miguel Bettencourt, 2013






Nunca poderemos dizer a alguém para onde deve ir.

Mas podemos ensinar a caminhar.



quinta-feira, 17 de Outubro de 2013

Criança e Livro

@ Miguel Bettencourt


Esta é uma foto de Miguel Bettencourt, de uma criança a escolher um livro na Hora do Conto do Clube de Oficiais.

Para além de ser uma bela fotografia, lembrando (-me) alguém a segurar um pássaro, fiquei a ela preso por me ter feito parar por momentos.


Recordo, agora que a criança pôde e pode finalmente escolher um livro, todas as casualidades que levaram a que se juntassem, no mesmo espaço, no meio do Oceano, histórias, crianças, pais, contadores... e o Miguel a fotografar.

E sorrio já com saudade.

No mundo não há casualidades. Mas sim caminhos. Ousemos percorre-los.

Para que a criança possa fechar as asas do pássaro e levá-lo para casa.

sexta-feira, 4 de Outubro de 2013

Conta-me o que queres ser....



Todos os Sábados às 11h00 no Clube de Oficiais da Base Aérea n.º 4.

Para além da Hora do Conto teremos empréstimo domiciliário de livros da Biblioteca de Angra.

Entrada livre e obrigatória para quem quer crescer.

domingo, 8 de Setembro de 2013

Nem sempre olhamos todos para o mesmo lado...


Vila Real de Santo António, 2009


Por vezes há quem se destaque da multidão. 
Ou pela aparência,
Ou pela sua atitude,
Ou porque recusa olhar e ver o que os outros querem.

E nem sempre nos apercebemos da sua importância.

Talvez porque estamos distraídos a olhar para outro lado....




quarta-feira, 4 de Setembro de 2013

Agenda Cultural do Clube de Oficiais da Base Aérea 4 - Divulgação










As iniciativas que procurem de forma sustentada apelar à conjugação de esforços individuais com vista a promover uma cultura acessivel a todos ...devem merecer pelo menos a nossa solidariedade...senão mesmo um permanente empenho.





segunda-feira, 2 de Setembro de 2013

Náufrago

Pedro Horta, 2013





Imaginei-me náufrago.

Com apenas um banco para melhor contemplar e uma placa para não me esquecer para onde devo voltar.